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Ponto e RH
6 min de leitura

Portaria 671 e ponto eletrônico: REP, arquivos e checklist para RH/DP

REP-C, REP-A e REP-P na prática, AFD/AEJ/espelho e o que perguntar ao fornecedor — com link ao checklist operacional de fiscalização.

Portaria 671 e ponto eletrônico: REP, arquivos e checklist para RH/DP
Neste artigo

A Portaria 671/2021 é o texto-base do ponto eletrônico no Brasil. Para o RH/DP, o que realmente ajuda é entender REP-C, REP-A e REP-P, saber gerar AFD, AEJ e espelho, organizar a rotina de fechamento — e só então avaliar fornecedor.

O erro comum é transformar o tema em enciclopédia de CTPS, creche e aprendizagem, ou prometer “blindagem jurídica”. Aqui o foco é o que operações presenciais e multiunidade precisam decidir e conferir no dia a dia.

O que é a 671 (sem juridiquês)

A Portaria 671/2021 consolidou regras do registro eletrônico de jornada, revogou o arranjo antigo das Portarias 1510 e 373 e passou a tratar formalmente três tipos de Registrador Eletrônico de Ponto (REP).

Para o DP, a pergunta útil não é decorar o número da portaria. É:

O fluxo registro → tratamento → espelho → fechamento gera documentos recuperáveis e coerentes com o que foi pago?

AntesDepois
Portaria 1510 (REP convencional) + Portaria 373 (“ponto alternativo”)Portaria 671 unifica o tema em REP-C, REP-A e REP-P
Arquivos no desenho antigo (AFDT / ACJEF)AFD + AEJ + espelho no programa de tratamento
Detalhes espalhados em anexos da própria 671Portaria 1.486/2022 empurra especificações para o portal gov.br e detalha assinaturas eletrônicas

Se o time ainda fala “ponto alternativo da 373”, atualize o vocabulário — fiscalização e fornecedores já falam em categorias de REP.

REP-C, REP-A e REP-P na operação

REP-CREP-AREP-P
O que éRegistrador convencional (relógio/equipamento no local)Conjunto de equipamentos e programas para registroSistema via programa (coletores + armazenamento + tratamento)
Quem costuma olharPlantas 100% presenciais, portaria, turno fixoOperações que querem web/app com amparo coletivoEmpresas que querem software com tratamento integrado
ComprovanteEm regra, lógica de comprovante no equipamentoConforme regras do modelo (não assume impressora no ato)Comprovante eletrônico acessível ao trabalhador
Acordo coletivoNão é o gatilho típico do modeloEm regra, adoção condicionada a autorização coletivaNão herda a lógica antiga da 373 da mesma forma que o REP-A
Cuidado típicoManutenção, bobina, porta fiscal, programa de tratamento atualizadoHomologação coletiva + documentação do sistemaRequisitos técnicos, assinaturas, geração de AFD/AEJ

Canal de marcação ≠ categoria de REP. App, web, facial, PIN ou terminal são formas de coletar. O enquadramento (C, A ou P) e a geração dos arquivos é o que o fornecedor precisa declarar por escrito.

Em indústria, é comum coexistir marcação no local (totem/terminal/PIN/facial) para quem não tem e-mail; tratamento e espelho centralizados no DP; atestados e documentos no mesmo caso da ausência. Não caia no atalho “indústria só usa relógio” ou “indústria não usa software”. A pergunta certa: qual combinação de coleta + tratamento a operação consegue aderir? Canais: ponto na indústria.

Comprovante, AFD, AEJ e espelho

Comprovante — o colaborador precisa comprovar a marcação. Em formato eletrônico, a Portaria 1.486 detalha padrões de assinatura — em especial PAdES no comprovante PDF do REP-P. Se a pessoa marca e não acessa o comprovante, o fechamento vira discussão.

AFD — o bruto: marcações originais, sem o tratamento do DP. Sistemas de registro eletrônico devem poder gerar AFD conforme especificações atuais (hoje referenciadas no portal gov.br, após a 1.486).

AEJ — o tratado: resultado do programa de tratamento (jornada, extras, regras). Não confunda com AFD.

Espelho — consolidado do período. O DP costuma conferir: identificação do empregador; do trabalhador; data de emissão e período; horário/jornada contratual; marcações do REP e tratadas (incluídas, desconsideradas, pré-assinaladas); duração das jornadas. Se o time só “exporta Excel bonito”, a pasta ainda pode estar incompleta — espelho na indústria.

Assinaturas (1.486 no radar do RH) — sem virar manual técnico, pergunte ao fornecedor: comprovante no padrão (PAdES no PDF do trabalhador no REP-P, conforme a norma); AFD/AEJ com assinatura exigida (CAdES / .p7s destacado, conforme a norma); certificados válidos na cadeia ICP-Brasil, quando aplicável. Peça demo: “gere AFD, AEJ e um comprovante de uma marcação real de teste”.

Referência oficial: Perguntas e Respostas sobre a Portaria 671 / REP (MTE). Confirme detalhes com o responsável jurídico.

Como escolher o caminho

  1. Perfil da mão de obra — e-mail/smartphone ou chão de fábrica / rotatividade alta?
  2. Locais de marcação — uma portaria, várias unidades, campo, híbrido?
  3. Contingência — o que acontece se cair internet ou o canal falhar?
  4. Tratamento — quem corrige, com que trilha, antes do fechamento? (corrigir sem apagar)
  5. Documentos — atestado e justificativa no mesmo fluxo?
  6. Arquivos — AFD/AEJ/espelho saem em minutos, por alguém além do “dono do sistema”?
  7. Coletivo — se for caminho REP-A, o acordo/convenção está resolvido?
  8. Prova — o fornecedor mostra categoria de REP e documentação técnica sem enrolação?

Para a pasta operacional completa: checklist de fiscalização.

Oito perguntas em voz alta (fornecedor / DP)

  1. Categoria de REP — C, A ou P? Declarada por escrito?
  2. AFD sob demanda — gera agora, de uma unidade real de teste?
  3. AEJ coerente — bate com o tratamento que a folha aplica?
  4. Espelho do período — colaborador e DP veem o mesmo consolidado?
  5. Comprovante acessível — especialmente se o caminho for eletrônico / REP-P?
  6. Original preservado — ajuste não apaga a marcação original?
  7. Canal da planta — quem não tem e-mail marca sem gambiarra?
  8. Segundo responsável — alguém além do “dono do sistema” extrai os arquivos?

Rotina em três momentos

Antes do período — donos de pendência, canal do colaborador, contingência se o registro falhar.

Durante o mês — tempo recorrente para inconsistências. Separe fato registrado de decisão de tratamento. Não invente jornada só para zerar alerta (mutirão).

No fechamento — feche ocorrências, confira documentos do período, só então exporte. Espelho e folha precisam contar a mesma história — ou as divergências precisam estar justificadas (exportação).

O que costuma dar errado

Tratar 671 como lista de features de app. Misturar atestado médico com atestado técnico do sistema. Fechar só no fim do mês. Assumir app + e-mail para todo mundo. Diluir o tema com CTPS/IR/creche no mesmo texto. Prometer “blindagem” ou “zero risco” — nenhum software garante conformidade absoluta. Política + configuração + assessoria + rotina.

Se alguém perguntar na reunião

A 671 já está em vigor? Sim. Os prazos de adequação de fabricantes e programas de tratamento já se encerraram. O que importa é a operação corrente e a geração correta dos arquivos.

O que a 1.486 mudou? Principalmente especificações de AFD/AEJ no portal gov.br e padrões de assinatura. Para o RH, muda a lista de perguntas ao fornecedor — não o dever de ter jornada organizada.

REP-C ainda vale? Sim, equipamentos válidos podem continuar. O cuidado é o programa de tratamento, a manutenção e a geração dos arquivos no padrão atual.

Qualquer app serve? Não. Precisa se enquadrar no REP aplicável, com comprovante, integridade e arquivos. Peça categoria e demo de AFD/AEJ/espelho.

REP-P precisa de acordo coletivo como o “ponto alternativo” antigo? A 671 diferencia REP-A e REP-P. REP-A tipicamente exige autorização coletiva; REP-P não herda a lógica da 373 da mesma forma. Confirme o enquadramento do fornecedor e o impacto coletivo com assessoria.

O que o auditor costuma pedir? Na preparação de DP: AFD, AEJ e espelho, além da coerência entre registro, tratamento e pagamento. Ensaio interno (“extraia 3 competências amanhã”) vale mais do que reler a portaria — checklist.

LGPD? Sistemas de ponto tratam dados pessoais (e, em alguns fluxos, dados sensíveis). A 671 reforça observação da LGPD. Defina acessos, retenção e quem vê atestado.


A Verves reúne ponto eletrônico, atestados e documentos no mesmo fluxo — canais simples (web, Telegram Mini App, terminal, facial, PIN conforme a operação), tratamento rastreável e rotina até o espelho. A 671 não se resolve com parágrafo de marketing. Resolve com adesão na ponta, tratamento rastreável e arquivos prontos no fechamento. Para validar a rotina com o time: teste grátis. Leve dúvidas de enquadramento ao responsável jurídico. Nenhum software, isoladamente, garante conformidade jurídica absoluta.